Zé Offline

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    08/01/2009Música

    Fiquei surpreso quando me deparei com o lançamento do terceiro álbum de Dido, “Safe Trip Home”. Cinco anos se passaram desde “Life For Rent”, cujo single White Flag ficou martelando na cabeça de muitos ouvintes. Bom, nem preciso lembrar dos hits maçantes que vieram à tona nas rádios de todo o mundo de seu primeiro disco, “No Angel” – será que o convite de Eminem foi a estratégia para ficar famosa?

    Enfim, o último trabalho da britânica veio sem muito estardalhaço. Não acredito que haverá mais singles grudentos, contudo imagino que ela conseguirá ficar no top 10 de alguma revista especializada. Até parece que eu estou reclamando ou, pior, que eu não gosto dela e de suas músicas. Muito pelo contrário, adoro os dois primeiros álbuns e gostei muito do terceiro; o que me deixa aborrecido é enjoar de um artista ou banda por causa da popularidade.

    Talvez Dido não queira mais ser a “queridinha da Inglaterra” (já apareceram tantas outras, como Duffy e Amy Winehouse). Seu repertório de agora está muito menos ornamentado em relação aos trabalhos anteriores; aqui você ouvirá uma Dido mais serena, sem grandes arranjos vocais ou efeitos especiais e cujas melodias soam mais acústicas. Espero que ela faça o sucesso, mas não o de sempre, somente o suficiente para compensar a espera de seus fãs.

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